quarta-feira, 18 de maio de 2016

Polícias Civil e Militar prendem... em Porto de Moz

As Polícias Civil e Militar de Porto de Moz, no Baixo Amazonas, prenderam em flagrante Raimundo Cleto Calado, José Maria Baleiro Xavier, José Luiz Baleiro Xavier e Claudio Ferreira Pacheco, por crime ambiental. Eles são acusados de realizar extração de madeira ilegalmente na Unidade de Conservação "Para sempre verde", localizada às margens do Rio Jauruçu, fiscalizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Eles haviam cortado diversas árvores da espécie Itaúba e Cedro-Una, e destruído a floresta nativa para a exploração ilegal de madeiras. Ao todo foram apreendidos facões, machados, cabos de aço, um caminhão madeireiro F6000, quatro motoserras e uma motocicleta Honda. A operação foi comandada pelo delegado Mhoab Khayan e contou com a participação do investigador Robinson, do sargento Ribeiro e do cabo Cardoso, da Polícia Militar e dos analistas florestais do ICMBio. 

Fonte: Polícia Civil do Pará (Por Walrimar em 17/05/2016)

Mais de 100 mil estudantes largaram os estudos no Pará




Milhares de jovens entre 15 e 17 anos abandonam a escola.
Pará ocupa o sétimo lugar no ranking de evasão escolar do Brasil.


Somente no ano passado 105.781 alunos deixaram os estudos no Pará. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o Pará ocupa o sétimo lugar no ranking de evasão escolar do Brasil. Todos os anos milhares de jovens entre 15 e 17 anos deixam de frequentar a escola em todo o estado.


O Pará tem quase metade dos casos de São Paulo, lidera o ranking, segundo o MEC. Mas o índice é preocupante quando comparado o número de habitantes dos estados. No estado paulista, são mais de 44 milhões de habitantes e no Pará não chegamos a nove milhões. A relação faz com que, em questões proporcionais, o Pará tenha mais casos que São Paulo.


A gravidez na adolescência, a falta de estrutura dos prédios, a falta de professores, as greves e insegurança são alguns dos motivos da evasão. Mas no Pará, a causa mais comum é a mudança de endereço. “Eles acabam se evadindo por não terem condições de pagar de dois a três ônibus”, comenta a diretora de escola, Juliana Santana.

A Secretaria de Educação Pública garante que pretende resolver o problema uma rede de parcerias. “A gente está analisando todos os eixos da gestão, da infraestrutura, da logística, do pedagógico, para que a gente tenha condições de garantir que o ensino médio seja atrativo para o jovem”, afirma o secretario adjunto da Seduc, o Roberto Silva.
 
Para a psicopedagoga Noemi frazão, mesmo com projetos em andamento o número é preocupante. “O jovem se sente excluído do contexto acadêmico e profissional. E ele vai buscar outros grupos a parte da sociedade em que ele possa se identificar e ser aceito. Aí o risco de enveredar para o crime”, alerta. Juliana Santana.

Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2016/05/mais-de-100-mil-estudantes-largaram-os-estudos-no-para.html

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cauby Peixoto - Adeus...

 
 O cantor Cauby Peixoto morreu na noite deste domingo (15), aos 85 anos, em São Paulo. O fã-clube oficial do cantor informou que a morte foi por volta das 23h50. O artista estava internado devido a uma pneumonia, desde o dia 9 de maio, no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Janela Sport Clube



A Copa Verde de 2016 está próxima do seu fim. Após vencer o Gama por 2 a 0 na primeira partida da decisão, em Belém, o Paysandu carrega uma grande vantagem para o segundo jogo, em Brasília, e está perto do título. Apesar do desempenho em campo, superior aos rivais, uma possível conquista do Papão da Curuzu pode marcar mais uma página tensa da história do futebol brasileiro: a verdade é que o Paysandu não deveria sequer ter disputado a Copa Verde.
Antes de entendermos como o clube paraense foi apadrinhado pelo Esporte Interativo e pelo vice-presidente da CBF Coronel Nunes e pôde chegar à final mesmo sem ter se classificado para a competição em campo, o Virando o Jogo vai contextualizar a história da Copa Verde e o que aconteceu na edição de 2016.
A primeira edição da Copa Verde aconteceu em 2014 e foi vencida surpreendentemente pelo Brasília, time sem divisão no Campeonato Brasileiro e que não conquista o Campeonato Brasiliense desde 1987. Com o título, o Brasília ganhou o direito de disputar a Copa Sul-Americana do ano seguinte e não fez feio: eliminou o Goiás na primeira fase e caiu nas oitavas de final diante do Atlético-PR, após uma derrota e um empate.
Em 2015, quem ficou com o título foi o Cuiabá, time da Série C do Campeonato Brasileiro. A conquista, inédita para o futebol mato-grossense, classificou o Cuiabá para a disputa da Copa Sul-Americana de 2016.
Nas duas primeiras edições, a Copa Verde foi disputada por 16 clubes, agrupados de forma simples em um chaveamento que começava das oitavas de final até a final. A forma de classificação para o torneio levava em conta a posição dos times nos Campeonatos Estaduais.
Estado mais bem colocado no Ranking da CBF dentre as federações participantes, o Pará tinha direito a três representantes. Amazonas, Distrito Federal e Mato Grosso tinham duas vagas, enquanto os demais estados tinham um único time na competição.
Para 2016, a apenas dois meses do início da competição, a CBF incluiu os times goianos no torneio, aumentando o número de participantes para 18 times e criando uma fase preliminar, disputada por quatro equipes, antes das oitavas de final.
O problema foi que a CBF aproveitou a mudança para alterar a forma de classificação para a competição e beneficiar clubes mais tradicionais que não haviam conquistado a vaga através do Campeonato Estadual, incluindo o clube de coração do Coronel Nunes, atual vice-presidente da CBF – o Paysandu. Sem nenhuma razão aparente e sem maiores explicações, três dos 12 estados passaram a obter vagas na Copa Verde graças ao Ranking da CBF.
Mato Grosso e Goiás tiveram direito a duas vagas: uma para o campeão Estadual, outra para o time mais bem colocado no Ranking da CBF. Assim Cuiabá e Aparecidense se classificaram via Estadual (o Goiás, campeão Goiano de 2015, declinou do convite), enquanto Luverdense e Vila Nova puderam disputar o torneio graças ao Ranking da CBF (o Atlético-GO, equipe goiana mais bem colocada no ranking além do Goiás, também se recusou a participar da competição).
Tanto Luverdense quanto Vila Nova não estariam na competição se a CBF não alterasse a forma de classificação. A vaga do time de Lucas do Rio Verde deveria ser do Operário-MT, vice-campeão Campeonato Mato-Grossense de 2015. Já o Vila Nova, apesar de ter vencido a Série C do Brasileiro, sequer havia disputado a primeira divisão do Campeonato Goiano em 2015.
Quem também se beneficiou e ganhou uma vaga na Copa Verde graças à mudança no regulamento foi o Paysandu, clube do Coronel Nunes: o atual mandatário da CBF já foi presidente da equipe bicolor e possui cadeira cativa no conselho deliberativo do clube.
Antes da manobra, os três primeiros colocados do Campeonato Paraense representavam o estado na competição regional. Como o Paysandu conseguiu a proeza de terminar o Estadual de 2015 na 4ª posição, não teria direito à vaga. Por conta da alteração, tanto Paysandu quanto Águia de Marabá se classificaram pelo Ranking da CBF, enquanto Independente e Parauapebas, vice e 3º colocado do Paraense, ficaram a ver navios.
Nenhuma das equipes que perdeu a vaga na “mão grande” fez por onde reivindicar seus direitos. O Operário-MT chegou a ameaçar a processar a Federação Mato-Grossense de Futebol, mas nada fez. Já no Pará, tanto Independente quanto Parauapebas indicaram que iriam acionar a Justiça Comum para reconquistar suas vagas no torneio, mas também não levaram a história adiante.
Como se não bastasse toda essa politicagem e desrespeito aos clubes, a edição de 2016 ainda ficou marcada por interferências do STJD, que excluiu dois clubes da competição ao longo do torneio. Por coincidência, mais uma vez um dos beneficiados foi o Paysandu, clube de Coronel Nunes.
Em uma das rodadas preliminares, o Águia de Marabá enfrentou o Fast Clube, de Manaus. O vencedor se classificaria para enfrentar o Paysandu nas oitavas de final. A equipe de Marabá goleou o Fast por 4 a 0 no placar agregado e chegou até a disputar a partida de ida das oitavas contra o Paysandu (vitória por 1 a 0 para o Papão), mas o STJD excluiu a equipe do interior do Pará por escalar um atleta irregular.  Assim, o Fast Clube herdou a vaga do Águia nas oitavas de final e acabou derrotado.
Nas quartas de final, mais uma confusão envolvendo as equipes que cruzariam com o Paysandu. Após vencer o Rio Branco-AC por 2 a 1 no primeiro jogo das oitavas, o Genus, de Rondônia, também foi excluído do torneio pelo STJD por escalar um jogador de forma ilegal. Assim, mesmo derrotado, o clube acreano foi quem avançou para jogar as quartas de final.
Em suma, tanto nas oitavas quanto nas quartas de final, o Paysandu enfrentou clubes que, em campo, haviam sido derrotados por seus adversários na fase anterior. Mesmo sem culpa em relação aos casos no STJD, tudo que o Papão da Curuzu precisou fazer, efetivamente, para chegar à final da competição foi derrotar o Remo na semifinal. Verdade seja dita: o Paysandu eliminou o maior rival com autoridade, após duas vitórias no Mangueirão por 2 a 1 e por 4 a 2. Ainda assim, o fato é que o clube não deveria sequer estar disputando a Copa Verde e agora pode ser campeão e ganhar uma vaga na Sul-Americana de mão beijada.

Fonte :  http://www.virandojogo.com04/05/2016  por Felipe BarrosFelipe Diuana